terça-feira, 6 de novembro de 2007

Espionagem na Guerra Fria


Curiosidades:

Um dos temas mais freqüentes nas telas de cinema a partir da década de 60 é a espionagem. Cineastas americanos e europeus produziram aventuras, dramas e comédias com espiões dos mais diversos tipos. Quando o assunto é espionagem, a primeira coisa que geralmente nos vem à cabeça é a figura do superespião James Bond. "Moscou Contra 007" é o segundo filme da série baseada nos livros de Ian Fleming, ele mesmo um ex-agente britânico em Moscou, nos anos 50. Os filmes de James Bond, feitos na Inglaterra, estão diretamente ligados ao período de tensão entre as superpotências, e dão uma idéia da importância do cinema no cenário da Guerra Fria. É verdade que, no mundo real, os serviços secretos europeus estiveram bem ativos durante o período da Guerra Fria. Mas as duas grandes forças da comunidade de informações eram mesmo a CIA e a KGB.


Que fatores levaram à espionagem:
Esses episódios, que poderiam ter sido evitados através de um sistema de informações, foram decisivos para os investimentos em serviços de espionagem. A formação de dois grandes blocos econômicos depois da Segunda Guerra, liderados por Estados Unidos e União Soviética, também foi um fator importante para o desenvolvimento da chamada comunidade de informações. Pela primeira vez na história, o planeta havia se tornado uma arena gigante, onde duas superpotências desafiavam-se mutuamente. Nesse novo cenário, os inimigos desenvolviam tecnologias de destruição cada vez mais poderosas, destrutivas, rápidas e eficazes.
Sem dúvida, forças tão formidáveis exigiam um balanço permanente e atualizado de ambos os lados. Cada superpotência precisava estar sempre por dentro das conquistas tecnológicas do adversário.


Como se desenvolveu na União Soviética:

Na União Soviética, as relações internacionais no início da Guerra Fria estimularam a modernização do serviço secreto, criado em 1917 durante o processo revolucionário. Na época, chamava-se Cheka, iniciais de "Comitê Contra Atos de Sabotagem e Contra-Revolução". Como Cheka, o serviço combateu as atividades internas contrárias à revolução comunista. Era o período de guerra civil, que se prolongou até 1921. Em 1922, ano da criação da União Soviética, passou a se chamar GPU, iniciais de "Administração Política do Estado". A GPU tornou-se a polícia política de um Estado já consolidado, e investiu contra os inimigos clandestinos do novo regime.
Nos anos 30, o serviço passou a atuar diretamente sob as ordens de Stalin e acabou rebatizado como NKVD, "Comissariado do Povo para Assuntos Internos". Foi um período de intensa perseguição aos adversários políticos do líder soviético, dentro do próprio partido comunista. Muitos deles foram torturados e executados.

-> O caso mais célebre é o do ex-chefe do Exército Vermelho, Leon Trotsky. Exilado no México, ele foi assassinado em 1940 por Ramon Mercader, um ativista espanhol supostamente instruído pelo NKVD. O atentado contra Trotsky foi uma das poucas ações internacionais atribuídas ao serviço secreto soviético, na época. Até o final da Segunda Guerra, as principais funções do NKVD relacionavam-se ao controle e à repressão dentro do próprio país.



Anos 50: surge a KGB
Com a divisão do mundo em blocos e o início da Guerra Fria, o sistema de informações soviético foi gradativamente ampliando sua presença em outros países. O ano de 1954 foi decisivo nesse processo. Logo após a morte de Stalin, em 53, o chefe da NKVD, Laurenti Beria, tentou tomar o poder. Acabou executado por ordem da cúpula do Partido Comunista, que reformulou toda a estrutura do serviço secreto. A KGB surgia, nesse cenário, com a missão de conciliar a manutenção do controle interno com uma ação mais efetiva fora do território soviético.
A situação era tensa na Europa. Forças da OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte, criada em 1949, movimentavam-se nas bases militares instaladas nas fronteiras com a Europa Oriental. No bloco socialista, havia sinais de insatisfação popular na Alemanha Oriental, Hungria e Polônia.
Numa tentativa de unir os países do bloco e fazer frente à OTAN, Moscou tratou de criar, em 1955, o Pacto de Varsóvia. A KGB passou a operar dentro dos aparelhos de Estado e dos serviços secretos desses países, e também na imprensa e nas associações de trabalhadores. A central soviética de informação e espionagem tornou-se uma sombra onipresente em todas as instâncias da sociedade. Em meio a denúncias de assassinatos e de violação sistemática dos direitos humanos contra presos políticos, a KGB coordenou, em 1956, a invasão da Hungria pelos tanques do Pacto de Varsóvia. No mesmo ano, orientou a repressão de um movimento reformista na Polônia. A forte influência da KGB junto à cúpula do Pacto de Varsóvia foi decisiva para a iniciativa do governo da Alemanha Oriental de erguer o Muro de Berlim, em 1961.

"Podemos afirmar que a KGB era a própria alma do sistema soviético. é simples mostrar isso. No auge do império comunista, após a Segunda Guerra, a União Soviética era formada por 15 repúblicas que abrangiam um território de 22 milhões de km² , quase três vezes o tamanho do Brasil, e com uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Essa população era composta por povos que falavam pelo menos 300 idiomas e professavam todas as grandes religiões conhecidas. Apesar dessa tremenda diversidade cultural, e das diferenças econômicas e históricas, só havia um partido político legalizado: o Partido Comunista. É claro que a ditadura de partido único só podia se manter às custas da mais feroz repressão. Sem a KGB, não existiria a União Soviética."
José Arbex Jr.


Como se desenvolveu nos EUA:

No lado norte-americano também houve um crescimento formidável dos serviços secretos. Durante a Segunda Guerra o governo criou a OSS, sigla em inglês de "Divisão de Serviços Estratégicos". Foi a primeira tentativa de centralizar um serviço de espionagem e informações. Mesmo assim, o Exército, a Marinha, a Força Aérea e o Departamento de Defesa mantiveram seus próprios esquemas de informação. Depois da guerra, havia nos Estados Unidos um consenso de que era mesmo necessário reunir todos esses serviços. Faltava apenas decidir até que ponto a centralização aconteceria, e qual o nível do poder dessa nova agência de espionagem. O acordo entre os diversos setores interessados foi fechado em setembro de 1947, ano em que surgiu a CIA, sigla em inglês de "Agência Central de Inteligência".

->CIA e FBI:
A CIA, no início, funcionava em coordenação com o Departamento de Defesa e com o Conselho de Segurança Nacional. Criou-se a noção de uma comunidade de informações, da qual a CIA tornou-se a principal expoente. Em pouco tempo a agência tinha um quadro de milhares de funcionários, a um custo anual de 5 bilhões de dólares. Na mesma época, o FBI, Birô Federal de Investigação, a polícia federal dos Estados Unidos, marcava presença em ações inspiradas pelo clima de "caça às bruxas" desencadeado pelos setores conservadores da política americana. Esse clima agravou-se em 1949, com o julgamento e condenação do ex-funcionário do Departamento de Defesa Alger Hiss, acusado de fornecer segredos de Estado aos soviéticos.
Em 1950 foi anunciada a prisão do físico inglês Klaus Fuchs, um dos principais pesquisadores de energia atômica do laboratório americano de Los Alamos. O FBI descobriu o envolvimento de Fuchs com o Partido Comunista e com o vazamento de informações confidenciais para Moscou. O caso foi considerado da mais extrema gravidade pelo governo dos Estados Unidos.
Ainda nos anos 50, o FBI deu suporte técnico à histeria anticomunista deflagrada pelo macartismo, que atingiu em cheio os principais setores culturais dos Estados Unidos. Inúmeros escritores, produtores e artistas foram banidos da vida cultural americana. Enquanto o FBI cuidava exclusivamente de assuntos internos dos Estados Unidos, a CIA desenvolvia ações no exterior, coletando informações sobre diversos países, aliados ou não, e realizando atividades de contra-espionagem. Criou também um departamento para operações secretas e trabalhos de guerra psicológica mundo afora.

Fim da espionagem:


Com o desmantelamento dos dois blocos econômicos e o fim das tensões entre as superpotências, as atividades de espionagem mudaram completamente sua natureza. Hoje, estão voltadas para as disputas comerciais e financeiras entre os grandes conglomerados capitalistas e para o combate ao crime organizado.
Mas as histórias de espionagem da Guerra Fria continuarão a exercer um grande fascínio, porque lidam com o lado obscuro dos fatos e levantam muitas hipóteses e dúvidas sobre questões para as quais, provavelmente, nunca teremos respostas.

A moda neste período

A moda é uma tendência do próprio consumismo, porém tem muitos estilos.Sem esquecermos que depende muito da sociedade, tempo e outros fatores que interferem.
Após a Segunda Guerra Mundial, quando se iniciava a Guerra Fria, um estilista francês, Christian Dior se destacou nesse período e nós iremos abordar mais sobre sua história.
Ele realmente iniciou sua carreira, em 1938, no universo da alta-costura, como assistente do estilista suíço Robert Piguet.
Foi convocado para a guerra, que explodia na Europa, e atuou como soldado do corpo de engenheiros. Em 1941, foi trabalhar na Maison do estilista francês Lucien Lelong.Nesse lugar conheceu aquele que viria a ser um importante estilista, o francês Pierre Balmain.Ele sonhava em ter sua própria Maison, o que pôde ser realizado com a ajuda financeira do então poderoso empresário de tecidos, Marcel Boussac, em 1946.
Sua primeira coleção foi apresentada no dia 12 de fevereiro de 1947 e balançou a imprensa. Aquele homem tímido e educado havia criado o eterno "New Look". Surgia nesse momento um mito, Christian Dior, que mais tarde se tornaria sinônimo de sofisticação e elegância no luxuoso mundo da alta-costura.
Quando Carmel Snow, redatora da revista americana "Harper's Bazaar", viu os modelos apresentados por Dior, exclamou: "This is a new look!" Desde então, o nome original da coleção, que era "Ligne Corolle" (Linha Corola), se tornou conhecida como "New Look".
Em sua primeira coleção, Dior conseguiu mudar todo o conceito de praticidade e simplicidade das roupas femininas, até então uma necessidade dos tempos de guerra e uma tendência da moda criada por Chanel. Após tantos anos de restrições, a mulher necessitava se sentir novamente feminina e ansiava pela elegância e o luxo perdidos.Dior acertou e criou modelos extremamente femininos, luxuosos, sofisticados e elegantes, inspirados na moda da segunda metade do século 19. Os vestidos e saias eram mais longos, o busto mais acentuado, a cintura bem marcada e as saias amplas. Apesar das críticas, com relação a grande quantidade de tecido usado por ele para a confecção de vestidos e saias, ainda num momento difícil para a indústria têxtil, nunca um estilo de roupa chegou tão rápido às ruas. Mulheres de todas as partes do mundo copiaram seus modelos.
O modelo que se tornou o símbolo do "New Look" foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta plissada quase na altura dos tornozelos. Luvas, sapatos de saltos altos e chapéu completavam o figurino impecável. Com essa imagem de glamour, estava definido o padrão nos anos 50.
Em 1949, Christian Dior já tinha uma casa de prêt-à-porter de luxo em Nova York, o perfume ‘ Miss - Dior’ - lançado em 1947 e um clássico até hoje. A partir de 1950, surgiu uma nova sociedade, incumbida do comércio por atacado e da difusão dos acessórios com o nome da Maison Dior.
Mulheres famosas usaram suas criações, como as atrizes Brigitte Bardot e Marlene Dietrich, a cantora Edith Piaf e a princesa Grace de Mônaco. Christian Dior morreu em 24 de outubro de 1957, na estação termal Toscana de Montecatini, na Itália, deixando um verdadeiro império do luxo construído, com 28 ateliês e 1.200 empregados.
Durante dez anos, ele foi o estilista mais cultuado e admirado no mundo da moda, suas criações foram sucesso e seu nome associado a elegância e refinamento.

Guerra Fria


A Segunda Guerra Mundial alterou radicalmente a situação do mundo. O fim do conflito consumou o declínio das nações européias que dominavam a política mundial e marcou a ascensão de duas superpotências: Estados Unidos e União Soviética. A fraqueza dos paises europeus possibilitou a criação de uma série de nações com a liquidação dos impérios coloniais. O mundo do socialismo, que antes da Segunda Guerra encontrava-se restrito à União Soviética, expandiu-se cada vez mais pelos diversos continentes.

A guerra alterou radicalmente o equilíbrio de poder, fazendo declinar antigas potências. A partir de 1945, Japão e Alemanha achavam-se destruídos em grande parte dos seus territórios e ocupados por tropas estrangeiras. França e Inglaterra debatiam-se com sérios problemas econômicos e não tinham forças para impedir os movimentos de libertação das suas colônias.

Americanos e soviéticos foram os grandes vencedores da Segunda Guerra.
Ao final das operações militares, a União Soviética encontrava-se terrivelmente devastada, havia perdido 22 milhões de homens e mulheres, mas possuía o maior exército do mundo e dominava direta e indiretamente partes da Europa central e do Extremo Oriente.
Os Estados Unidos Haviam perdido apenas 350 mil soldados, no seu território não caíra uma única bomba, sua economia apresentava um vigor espetacular e estavam ocupando importantes posições na Europa e no Extremo Oriente.
Não demorou para que as superpotências travassem uma luta pela hegemonia nos diversos continentes, iniciando a chamada “guerra Fria”. Esta constituiu numa série de atritos em vários pontos do mundo, criando-se uma situação de contínuos confrontos políticos e diplomáticos que, no entanto, não evoluiu para a guerra declarada.
Ao que parece, um conflito armado entre os dois era impossível por causa das armas atômicas que, usadas pelos Estados Unidos em 1945, passaram a fazer parte do arsenal soviético em 1949. com o crescimento assustador dos arsenais atômicos, uma guerra entre eles equivaleria ao suicídio da humanidade.

Economia de mercado X Economia planificada

Uma das principais diferenças entre os países capitalistas e os socialistas consiste na forma como suas economias são organizadas. Nos países capitalistas predomina a economia de mercado, enquanto nos países socialistas predomina a economia estatal planificada.
Na economia de mercado, a maior parte da produção econômica (de bens e serviços) é resultante das empresas privadas: fábrica, comércio, prestação de serviços controlados por cidadãos particulares. Ou seja, são as empresas do setor privado que detêm a maior parcela dos meios de produção. O Estado interfere na atividade econômica para regulermentar e atender setores como: energia, segurança, educação, saúde etc.
Na economia estatal planificada, a produção econômica é dirigida pelo Estado.as fábricas, o comércio e os serviços são controlados por empresas estatais. Os trabalhadores são funcionários de Estado. Somente o Estado detém a propriedade dos meios de produção. Nesse sistema, a produção econômica do país é planejada por um órgão central do Estado, visando atender às necessidades sociais que esse órgão centralizador planejou. Não existe o produtor particular disputando, no mercado, a venda do seu produto.
Entre esses dois sistemas opostos há uma variedade de sistemas econômicos mistos que buscam harmonizar, em diversas proporções, o domínio do setor privado (livre iniciativa) e o domínio do setor público (empresas estatais).